Uma vitrine de incertezas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ela se cansou

Em meio aos livros e roupas bem passadas
Na sua mente, cansada de suspiros e planos de 'escapadas'
Ela se cansou da vida simples
Ela se cansou das pessoas medíocres
E de toda coisa que a faz passar mal
E vomitar no momento que lhe parece ocasional.

Cansou de seguir as estações
E de escapar de altos espirros.
Cansou de perder o seu fulgor em algo desnecessário
Desnecessário como o remetente e o destinatário
Cansou de assinar as cartas
E de sair correndo das baratas
Agora assina as baratas.
Cansou das pessoas em geral
E de toda coisa que a faz passar mal
E vomitar no momento que lhe parece ocasional.

Cansou de secar o seu cabelo
Também cansou de fazer apelos.
Achou que seu cachorro poderia ser um gato
Então pois ele para correr atrás de um rato.
Cansou das fases da lua, então toda vez que a via
Saia para a rua.
Tantas as vezes que não julgou mais
Mais vezes. Não mais.
Cansou de tudo que era digital
Cansou de tudo que era sempre igual.
E de toda coisa que a faz passar mal
E vomitar no momento que lhe parece ocasional.

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